Será que somos bons educandos do Mestre Jesus?

Confira os assuntos abordados por Cezar Braga Said no painel Os processos educativos à luz do Evangelho do Cristo, neste sábado (12)


“Temos sido bons educandos do Mestre Jesus? Temos aceitado seus convites e recomendações? Ou somos ainda alunos rebeldes, querendo chamar atenção na sala de aula?” indagou o pedagogo e psicólogo Cezar Braga Said no início do painel “Os processos educativos à luz do Evangelho do Cristo” na manhã deste sábado (12) no 10° Congresso Espírita do RS.



O painelista abordou o tema exemplificando a caminhada evolutiva como um processo educativo e como pode ser pautado pelos ensinamentos do Mestre. Said apontou o Planeta Terra como a Escola, o Brasil como a sala de aula e o Educador como Jesus.


Ele enfatizou que a linguagem do mestre é cheia lirismo, de encantamento, de doçura, suavidade, mas também de energia, quando era necessário utilizá-la. “Vamos ver Jesus fazendo perguntas, pondo cada um para pensar acerca das escolhas que deseja fazer, confrontando-nos com nossa próprias sombras, de um modo amoroso para que pudéssemos olhar para nossas profundidades e ver caminhos que devemos tomar e escolhas que devemos fazer. É um mestre por excelência”, apontou.



Além disso, o painelista discorreu sobre a fala de Jesus quando diz “Deixai vir a mim as criancinhas”, pois ele também trata da criança interna que vive em todo adulto. Para Said, o acúmulo de tarefas e responsabilidades corremos o risco de nos tornarmos pessoas rígidas, irmos aumentando a quantidade de neuroses que temos de outras existências.

É preciso fazer contato com essa criança, muitas vezes ferida, traumatizada é de grande importância, deixar vir a nós essa criança, em termos de leveza, de riso, sem o comprometimento da seriedade que encaramos os nossos compromissos.



“Educação é a tônica do espiritismo, foi a tônica da mensagem do cristo. Não é à toa que ele escolhe um educador para codificar o espiritismo. Por isso Jesus faz esse convite a nós, para que não impeçamos as nossas criancinhas de chegarem até ele”, lembrou.

Para ele, é preciso que o nosso olhar de julgamento contínuo, que o nosso olhar malicioso, que essas categorizações em relação a aqueles que nos cercam, para que desenvolvamos mais empatia, compaixão para com os outros e conosco para que a nossa criança vá se integrando a pessoa adulta que nos tornamos.


Said também comentou sobre Jesus demonstrar que a relação entre educador e educando deve ser pautada no Amor Ágape. É aquele amor em forma de amizade, de ternura que se amplia em seus limites para que nossas relações sejam mais saudáveis.


Próximo ao encerramento de sua fala, Said comentou sobre a questão 629 do Livro dos Espíritos, a qual Kardec pergunta sobre o que seria a moral. Os espíritos amigos são claros: é a regra do bem proceder. Ou seja, o painelista destacou que não varia de cultura para cultura, é algo explícito em nós, um selo divino, é a presença da Lei Natural na consciência de cada um que pode ser resumida na frase de Jesus “Não façais ao outro o que não queiras que os outros os façam.” “Aí temos a metodologia traçada pelo Mestre”, indicou Said.

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